segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Segundo A, B e C - História - Pedro Ferreira Cintra - Professora Rosa

Revolução Inglesa

Dois grandes pensadores políticos o ocidente viver de perto os acontecimentos da Revolução Inglesa, que se estendeu de 1640 até 1689. As transformações ocorridas na Inglaterra do seculo XVII são evidentes nas obras de Thomas Hobbes e John Locke. Os  dois adotaram posições diferentes em relação a queda do poder absolutista inglês e suas teorias políticas influenciaram diversas discussões posteriores. Se pretende confrontar dois trechos de obras e identificar as influências de dois momentos distintos da história inglesa no discurso dos autores.
Para se saber mais sobre a Revolução Inglesa e seus efeitos na conjuntura política ocidental nos séculos XVII e XVIII, destacamos os temas:
- ascenção dos Stuart;
- Absolutismo inglês em crise: Jaime I e Carlos I;
- República Puritana e Oliver Cromwell;
- restauração dos Stuart;
- ascensão dos Hanover e a Monarquia Parlamentar inglesa.
Thomas Hobbes(1588-1679) saiu da Inglaterra durante a Guerra Civil travada entre os Cavaleiros e os Cabeças Redondas, foi professor do filho de Carlos I na França e tornou-se próximo da corte dos Stuart. Durante o seu exílio na França, escreveu Leviatã, uma de suas principais obras políticas, e, quando o poder dos Stuart foi restaurado, já vivia na Inglaterra. Curiosamente, algumas de suas obras foram censuradas por seu antigo aluno, o rei da época, Carlos II.
John Locke nasceu em 1632 e seus pais participaram da Guerra Civil lutando pelas tropas do parlamento. Quando Hobbes escreveu Leviatã, Locke tinha aproximadamente 18 anos e ainda era um estudante. Viajou bastante pela Europa durante a República de Cromwell e os reinados de Carlos II e Jaime II, o que fez que suas críticas ao absolutismo tornarem-se muito evidentes em seus textos. Retornou à Inglaterra após a Revolução Gloriosa e era muito próximo de Guilherme de Orange, que assumiu o trono após a deposição de Jaime II.
O texto de Hobbes defendia o poder absoluto do soberano pela força e o Estado como sendo essencial para manter a paz entre os seres humanos. Hobbes apresentava o poder político como o poder de um pai sobre o filho, que o subjuga por poder destruí-lo. Há uma justificativa pragmática e racional da existência do Estado, trata-se de adquirir o poder por meio da "força natural" de um pai sobre um filho, por exemplo, ou por meio da guerra.
A diferença entre os textos de Hobbes e Locke: Hobbes escreveu seu texto durante a queda da monarquia Stuart e a ascensão de um regime republicano e ditatorial,no qual a Inglaterra ão foi governada por um soberano legitimado pela continuidade sanguínea de poder. Já Locke escreveu seu texto na ascensão de uma nova dinastia monárquica, que substituia os Stuart, e de um novo período politico marcado pela soberania do Parlamento, assegurada pela "Declaração de Direitos" de 1689.









Nenhum comentário: